MARCELO PAOLI
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Comportamentos sexuais inadequados na demência

As mudanças nos comportamentos relacionados ao sexo em pessoas com demência são relatadas pelos pacientes e seus cuidadores. As mais comuns são a diminuição do interesse sexual e o chamado comportamento sexual inapropriado, que acontecem com maior frequência do que são relatados por pacientes, familiares e na literatura. Comportamentos relacionados ao sexo nem sempre são avaliados com cuidado por serem atribuídos por médicos e familiares à mudanças relacionadas próprias da demência.
Os cuidadores podem ter dificuldade em falar do problema, porque podem atribui-lo ao déficit de memória e de cognição, consequentemente, eles não pedem ajuda aos médicos. Os clínicos, por sua vez, também podem ignorar as mudanças de comportamentos relacionados ao sexo em pacientes com demência. Muitos médicos ainda têm receio de perguntar especificamente sobre essas mudanças e comportamentos por convicções sociais, fatores culturais e estereótipos.
Geralmente ocorre a diminuição do interesse sexual nos pacientes com demência, mas seu impacto usualmente não é tão drástico na família e nas relações sociais como o caso da hipersexualidade (aumento da sexualidade), que inclui o uso de linguagem sexual e de atos sexuais (implícitos ou explícitos).
Para o tratamento destes comportamentos é importante treinar os cuidadores e a equipe de saúde acerca do manejo adequado. Alguns tendem a mandar mensagens ambíguas de maneira não intencional para o pacientes que podem interpretar mal as mensagens. Encostar no paciente pode ser uma forma carinhosa de tratar o paciente, mas também pode ser mal interpretado, principalmente nos quadros em que a comunicação verbal está prejudicada. Chamar o paciente de “querido”, “amado”, também pode ser um problema nestas situações.
É importante que os cuidadores possuam uma postura assertiva e firme, através de uma comunicação objetiva, livre de ambiguidades, o mais exata possível e com o estabelecimento de limites coerentes e permanentes. Assim, podem ajudar aos pacientes a perceber se alguns comportamentos são apropriados, ou não. Porém, quando o paciente tem essa capacidade compreensão prejudicada, ou se se o comportamento é repetitivo, apesar das instruções, os cuidadores devem tentar direcionar as ações do paciente para outro objetivo. É importante usar de distrações, sempre que possível, para que o paciente tire o foco do comportamento sexual, realizando perguntas, ou fazendo comentários e sugestões sobre algo que seja interessante para o paciente.
O uso de medicamentos e reservado para quando o comportamento sexual inapropriado não melhora com as medidas supracitadas, é muito repetitivo/grave, ou se manifesta juntamente com outras alterações de comportamento (como insônia, agitação e agressividade). Diversos medicamentos, com diferentes mecanismos de ação, podem ser usados para tratar o comportamento sexual inapropriado. A partir do diagnóstico preciso da síndrome demencial e do tipo do comportamento apresentado, é realizada a escolha da medicação a ser prescrita.  

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