Comprometimento cognitivo no transtorno bipolar
O transtorno afetivo bipolar consiste em episódios de depressão intercalados com episódios de hipomania ou mania (“oposto da depressão”), assim como estados mistos, nos quais há sintomas de tanto de depressão, quanto de mania.
Estes episódios de humor levam à comprometimentos cognitivos. A depressão, por exemplo, leva à dificuldade de prestar atenção em eventos que estão acontecendo ao redor e a mania à dificuldade de concentração. Contudo, independente dos episódios de humor, quando os pacientes estão assintomáticos, 50% dos acometidos com transtorno bipolar tem alterações nas funções executivas, memória e atenção sustentada que atrapalham na qualidade de vida. Quanto mais episódios de humor, maior a duração da doença e se ocorrem sintomas psicóticos, mais graves são os déficits cognitivos. Logo, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, com a remissão do episódio de humor atual e a prevenção de futuros episódios previnem os déficits cognitivos. Apesar de algumas medicações poderem exercer efeitos deletérios na cognição (principalmente pela sedação), a prescrição adequada de estabilizadores de humor, como o lítio, tem efeito neuroprotetor a longo prazo. A escolha cuidadosa dos medicamentos para tratar o transtorno afetivo bipolar deve ser realizada sobretudo nos idosos, mais sujeitos aos efeitos colaterais sedativos e anticolinérgicos - que pioram a cognição.
Estes episódios de humor levam à comprometimentos cognitivos. A depressão, por exemplo, leva à dificuldade de prestar atenção em eventos que estão acontecendo ao redor e a mania à dificuldade de concentração. Contudo, independente dos episódios de humor, quando os pacientes estão assintomáticos, 50% dos acometidos com transtorno bipolar tem alterações nas funções executivas, memória e atenção sustentada que atrapalham na qualidade de vida. Quanto mais episódios de humor, maior a duração da doença e se ocorrem sintomas psicóticos, mais graves são os déficits cognitivos. Logo, o diagnóstico precoce e o tratamento adequado, com a remissão do episódio de humor atual e a prevenção de futuros episódios previnem os déficits cognitivos. Apesar de algumas medicações poderem exercer efeitos deletérios na cognição (principalmente pela sedação), a prescrição adequada de estabilizadores de humor, como o lítio, tem efeito neuroprotetor a longo prazo. A escolha cuidadosa dos medicamentos para tratar o transtorno afetivo bipolar deve ser realizada sobretudo nos idosos, mais sujeitos aos efeitos colaterais sedativos e anticolinérgicos - que pioram a cognição.