MARCELO PAOLI
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Transtorno Dismórfico Corporal

Transtorno dismórfico corporal: preocupação excessiva com o corpo

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Cerca de 2% das pessoas apresenta um transtorno caracterizado pelo descontentamento e por preocupações excessivas com detalhes de sua aparência. Estes detalhes podem ser características físicas ou pequenos defeitos. O sofrimento leva a uma piora na qualidade de vida e, muitas vezes, prejudica as relações interpessoais e o trabalho.
As pessoas acometidas por este transtorno passam longos períodos preocupadas detalhes e imperfeições. Elas podem ter o hábito de se olhar repetitivamente no espelho, de comparar suas fotos atuais com antigas, ou mesmo com as de outras pessoas. Podem assistir vídeos várias e várias vezes para aferir, reparar e confirmar estes detalhes, em um comportamento que classificamos como checagem.
Na maior parte das vezes, os detalhes e pequenas imperfeições passam desapercebidos pelas outras pessoas. Mas, para o indivíduo acometido pelo transtorno dismórfico corporal, esta pequena característica é muito importante e gera um grande sofrimento e preocupação.
Face, cabelos e órgãos genitais são as partes mais frequentemente relatadas como fonte de sofrimento. Em homens, é comum a preocupação com a estatura e a quantidade de musculatura. Contudo, qualquer parte do corpo pode ser motivo de descontentamento extremo, preocupação excessiva e checagem. Alguns pacientes apresentam preocupações e descontentamento com diversas partes do corpo ao mesmo tempo.
Pessoas com transtorno dismórfico corporal podem evitar situações sociais, procurar esconder as partes do corpo que as incomodam. Para isso, elas podem usar, por exemplo, maquiagem excessiva e roupas muito largas. Elas podem evitar situações sociais nas quais a parte do corpo é exposta, como em praias ou atividades ao ar livre durante o verão. Elas podem até mesmo se isolarem totalmente, não saindo de casa.
Frequentemente os portadores deste transtorno procuram procedimentos de estética e cirurgias plásticas para corrigir o que tanto lhes incomoda. Entretanto, a realização de procedimentos e cirurgias piora o descontentamento com a parte do corpo, piorando o transtorno. Com os procedimentos, o indivíduo pode prestar mais atenção no detalhe, se incomodar mais com ele e checar por maiores períodos de tempo.
Não é infrequente que o indivíduo realize vários procedimentos e cirurgias na tentativa de corrigir o mesmo detalhe. Contudo, cada vez piora a insatisfação e sofrimento. Com a piora do transtorno, em grande parte das vezes há reclamações e raiva direcionadas ao profissional que realizou os procedimentos, o que pode resultar em processos judiciais, denúncias e até agressividade.
O sofrimento destes pacientes é tamanho que muitas vezes eles pensam e tentam o suicídio. Baixa autoestima, isolamento social, depressão e ansiedade ocorrem frequentemente em pacientes que apresentam transtorno dismórfico corporal.
O tratamento do transtorno dismórfico corporal é realizado com psicoterapia e com medicamentos. Muitos pacientes melhoram totalmente do transtorno. A resposta ao tratamento medicamentoso é boa. São usados antidepressivos que modulam, principalmente, a neurotransmissão de serotonina, mas outras medicações podem ser usadas com sucesso.
Na psicoterapia, os pacientes são auxiliados a identificar crenças e pensamentos negativos, assim como a desenvolver uma visão mais holística da aparência, ou seja, prestar mais atenção no conjunto que ao detalhe, dar maior foco na objetividade e menos nas descrições negativas do corpo. São realizados também auxílios na redução dos comportamentos repetitivos negativos e da evitação.



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